As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/04/2022

O físico Albert Einstein acreditava que o conhecimento era a única coisa que não poderia ser tirada de um indivíduo. Entretanto, identifica-se no Brasil uma desvalorização desse aspecto, e, como consequência, seus intelectuais buscam um ambiente propício para seu conhecimento se propagar e evoluir fora do país. Esse fenômeno de fuga de “cerébros” se evidencia pelo descaso governamental em relação às áreas de estudos científicos, e, a longo prazo, as consequências dele terão base na perda intelectual e econômica da nação.

A priori, dados levantados pelo Instituto de Pesquisa Economica Aplicada revelam que, no Brasil, o ano de 2021 foi o de menor investimento em ciência dos últimos 12 anos. Essa alarmante estatística é prova do crescente desleixo institucional para com às verbas de pesquisa. Um local de trabalho inadequado desincentiva, ou até mesmo inabilita por completo, os cientistas a trazerem resultados frutíferos para o nome deste país.

Ademais, as consequências dessa fuga são o mais urgente tópico a se analisar. Do ano de 2019 para 2020, o Brasil passou de 45° para 70° lugar no ranking de países que mais mantêm profissionais qualificados dentro de suas fronteiras. Notavelmente, isso vem desacelerando o desenvolvimento intelectual da nação, e impulsionando o das outras que apresentaram a infraestrutura capacitante para as injustiçadas mentes brasileiras. Sob esse viés, vale ressaltar que uma maior e inevitável queda da reputação científica brasileira chegará, em um futuro próximo, caso a devida atenção não seja dada ao assunto.

Não obstante, este persistente obstáculo para o crescimento do meio científico no Brasil é algo que deve ser removido. Dessa maneira, o Governo Federal, por meio de sua influência e verbas de atuação, exerceria uma reforma no modo com que está sendo tratado o âmbito da ciência profissional, reavaliando as infraestruturas, provendo os equipamentos e remuneração necessários para os trabalhadores, e elevando, assim, o patamar de uma carreira nesta área, e neste país, para os cérebros originais brasileiros.