As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/05/2022
Toda revolução econômica precisa de um estopim, que surge em decorrência de anos de estudos aplicados para criar um sistema que revolucione o mercado e o modo de viver de cada cidadão. Entretanto, para que ocorra, é preciso que haja um investimento volumoso na ciência e pesquisa, o que não acontece no Brasil. Desse modo, há a fuga de cérebros do país, um evento prejudicial porque reduz a importância de um país, colocando-o em segundo plano nos acordos políticos e econômicos internacionais e afeta o seu desenvolvimento industrial.
Nesse sentido, a fuga de cérebros de um país é um evento negativo, pois diminui o seu potencial tecnológico e, consequentemente, o seu “status” internacional nos acordos comerciais. Acerca disso, é válido ressaltar a relação econômica que existe entre o Brasil e a França, por exemplo, porque o Brasil importa os caças franceses devido à ausência de conhecimento e tecnologia para concorrer com os produtos internacionais. Sob essa ótica, torna-se clara a desvantagem econômica que o Brasil assume ao deixar de investir nos seus cientistas, o que retira o país de um cenário positivo porque os países vão importar tecnologia de outros lugares.
Além disso, a fuga de cérebros impacta negativamente na economia de um país. A partir dessa questão, é pertinente abordar uma frase de Benjamin Franklin, importante diplomata estadunidense, que diz: “O investimento em conhecimento rende sempre os melhores juros”. Nessa perspectiva, no âmbito econômico, a frase revela a concepção de que a detenção de conhecimento permite o desenvolvimento de tecnologia para reduzir custos e processos, implementar inovações, gerar produtos que, ao exportar, o país receba os “royalties” provenientes da patente do conhecimento e tecnologia, ou seja, riqueza.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Para tanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, responsável pelo gerenciamento de bolsas científicas aos estudantes, deve, por meio do Tribunal de Contas da União, ampliar os investimentos e o valor do auxílio, para que os cientistas tenham condições de se manterem e se sintam valorizados. Assim, elimina-se a fuga de cérebros e dinheiro do país ao agregar tecnologia e conhecimento, o que colocará o país em uma posição privilegiada no cenário internacional.