As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 02/05/2022

Na obra ‘‘Fazendo meu filme’’, Fani é uma jovem adulta, que ao se ver na oportunidade de estudar e trabalhar com cinema fora do país não pensar duas vezes antes de aceitar. De maneira analóga a isso, a crítica sobredita se aplica a persistência da fuga de cérebros no Brasil e suas consequências a longo prazo. Nesse prisma, tanto a carência de investimento público em pesquisas e a educação supérior quanto a ausência de incentivo a estudantes e recém formados para se estabelecerem no país solidificam tal mazela.

Em primeiro plano, é interessante pontuar a carência de investimento público em pesquisas e a educação supérior como uma das principais causas do problema. Em virtude disso, em busca de financiamento e oportunidade, estudantes vão atrás de programas e bolsas de estudo no exterior. Dessa forma, conforme o site g1, desde do corte de quase 50% do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia entre 2015 e 2016, vem-se sofrendo mais cortes. Portanto, é inadimíssivel permitir esse descaso orçamentario em relação a algo tão importante como a educação.

Além disso, a problématica encontra terreno fértil na ausência de incentivo a estudantes e recém formados para se estabelecerem no país. Isto se deve ao fato de que além de terem que lidar com o cenario econômico em que o país se encontra, tem que se lidar com diminuição constante da ofertação de bolsas, concursos ou pesquisas. Consoante a isso, conforme a pespectiva filosófica de Paulo Freire de que se a educação sozinha não transforma, sem ela tampouco a sociedade muda. Portanto ,se mostra cada vez necéssario o debate sobre a importância da “exportação” de profissionais qualificados e como isso apenas afetará negativamente o cenário nacional no futuro, para que isso não atue mais como empecilho para dissolução da problématica.

Em vista disso, é necéssario medidas que venham conter a persistência da fuga de cérebros no Brasil e suas consequências a longo prazo. Para isso cabe ao Ministerio da Ciência juntamente com o Ministerio da Eduacação investir em programas de bolsas, pesquisas e concursos públicos, por meio do direcionamento de verba, a fim de incentiva a encontrarem pespectivas de futuros, sem terem que sair do país. Somente assim, histórias como a de Fani não se repetiram.