As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/09/2022

O fenômeno da globalização, responsável pela quebra das barreiras geográficas que impediam o fácil contato do ser humano com outros ambientes, possibilitou maior intercâmbio de conhecimentos e vastas possibilidades aos que buscam boas condições de vida. No entanto, tal evento se mostra problemático à medida que a ampla migração de profissionais formados para outros países condena o Brasil a um futuro défice empregatício e à prestação de serviços de má qualidade.

A princípio, é evidente que a desvalorização trabalhista repercute na decisão dos concludentes da academia de se estabilizarem na terra natal. Um exemplo disso foram os atos de rejeição ao cientificismo e da opinião médica na pandemia de Covid-19, exemplificada pela realização de manifestações contrárias às medidas protetivas recomendadas, reforçados pela presença de autoridades políticas como o presidente Jair Bolsonaro, em 2020. Desse modo, tais atitudes ocasionam ignorância ao serviço dos trabalhadores qualificados, trazendo complicações para o exercício de sua profissão e influenciando o êxodo para o exterior.

Ademais, é indiscutível que os índices socioeconômicos brasileiros são fatores de peso à desistência do emprego em solo nacional. Nesse contexto, a instabilidade política, mantida por anos de opressão e corrupção desde o Descobrimento até a linha temporal hodierna, promove baixa qualidade de vida ao dificultar acesso aos serviços mais básicos e encarecer os bens essenciais de consumo. Dessa forma, intensifica-se a ocorrência das consequências anteriores, acrescendo-se ainda a redução da qualidade de vida de toda a população.

Destarte, para que hajam plenas condições que incentivem a permanência de profissionais qualificados na nação brasileira, é indispensável que o Governo Federal, por meio de investimentos em obras, desenvolva infraestruturas de pesquisa e desenvolvimento científico para atuantes recém-formados. Tal atitude promoverá maior valorização de profissionais, evolução curricular e promoverá avanços que podem beneficiar a população brasileira. Com isso, será estimulada a permanência desses indivíduos, haverá prestação de serviços de maior qualidade ao povo e garantirá a estabilidade empregatícia no Brasil.