As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/05/2022
Após o início da quarta revolução industrial, chamada de tecno-científica, no começo do século XXI, os países passaram a necessitar de mais trabalhadores qua-
lificados para suprir a demanda das indústrias em geral. No entanto, o Brasil amea-
ça parar no tempo nesse campo do desenvolvimento, pois não está conseguindo acompanhar esse ritmo mundial de produção das empresas e sofre de escassez de boas oportunidades para os profissionais graduados, resultando na fuga desses “cérebros” para lugares mais atrativos.Nesse sentido, é evidente que esse fato ocorre por não haver uma remuneração proporcional ao nível técnico deles e por causa da demasiada burocratização na realização das pesquisas.
Em primeiro lugar, os trabalhadores super qualificados não encontram facilidade em achar trabalhos e quando encontram a remuneração não é compatível com
seu nível técnico.Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), países como os Estados Unidos e a Alemanha são os principais destinos, principalmente, aos profissionais da Tecnologia da informação e da Medi-cina, porque são considerados lugares destaques em desenvolvimento e inovação
.Esse fato, acarreta ao Brasil um gigantesco atraso na área do desenvolvimento, pois o país não consegue inovar em ciência e tecnologia, resultando na competitivi-dade desleal com outros países por não conseguir ofertar produtos necessários ao mercado global, prejudicando a economia ao longo prazo.
Em segundo lugar, os cientistas brasileiros sentem-se desmotivados a produzir
ciência porque perdem muito tempo com a burocracia.Segundo o Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), os cientistas brasileiros perdem cerca de 30% do tempo de pesquisa com atividades administrativas, o que resulta na insatisfação
e frustração deles. Nesse sentido, próprio país é um dos culpados em fazer com
que esses profissionais busquem melhores condições e abondone o país de origem
,por causa das burocracias impostas pelo próprio Brasil ,que tanto atrapalham expulsando esses trabalhadores quanto atrapalham atrasando as novas pesquisas.
Portanto, para o Brasil não ser prejudicado ao longo prazo com a “fuga de cérebros” no , cabe ao Estado tomar medidas, como a fomentação da produção indústrial