As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/05/2022

Durante a colonização brasileira as ríquezas do país, como as pedras preciosas e a madeira, eram exportadas para a Europa. Da mesma forma, atualmente, a mão de obra brasileira qualificada é exportada à outros países, a chamada “fuga de cérebros”. Desse modo, devido a falta de investimentos governamentais em pesquisas, o Brasil sofre consequências com essa fuga.

Primeiramente, devido aos problemas encontrados na qualidade de vida brasileira aliado ao retorno financeiro inadequado, é comum que pesquisadores optem por desenvolverem suas pesquisas fora do país. Conforme, o levantamento do Centro de Gestão de Estudos (CGE), há de dois a três mil pesquisadores brasileiros no exterior. Desse modo, é importante um bom retorno aos estudiosos, com laboratórios que oferecem o suporte necessário e um retorno financeiro condizente aos seus esforços. Assim, esses cientistas poderiam desenvolver seus conhecimentos no Brasil. Desse jeito, o governo não investe no avanço tenconlógico e no conhecimento, por consequência, precisa importar essa tecnologia. Dessa forma, custeia e investe no estrangeiro.

Ademais, vale analisar que o incentivo a pesquisa é inferior no Brasil em comparação com países desenvolvidos. Dessa maneira, os estudiosos contribuem na evolução e no desenvolvimento humano e tecnológico de outra nação. Já que, segundo o Engo, os países europeus e asiáticos são os que mais apoiam os setores de pesquisa e desenvolvimento, considerando a proporção do Produto Interno Bruto (PIB). Assim sendo, a sociedade brasileira parece estar afetada por uma cegueira moral, tal qual descrito na obra de José Saramago, “Ensaio sobre a cegueirra”, haja vista que não enxerga a fuga da melhor mão de obra brasileira e suas consequências para o país.

Logo, medidas são necessárias para manter os estudiosos no país. Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação, órgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação, melhore o suporte e retorno financeiro dos bolsistas, por meio da disponibilização de verba pública para o ramo da educação, em especial para as áreas de mestrado e doutorado, com a finalidade de manter o crescimento do conhecimento no país.