As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 15/05/2022
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. A frase de Nelson Mandela pode ser aplicada facilmente à persistência da fuga de cérebros no Brasil, pois a mesma é formadora e critica de toda e qualquer Sociedade. Porém, nota-se algumas razões para nos preocuparmos com a formação de um país a longo prazo, a exemplo de não termos um investimento adequado e desvalorização profissional.
Primeiramente, podemos destacar a falta de um investimento adequado. De acordo com a Austin Ranking, atualmente o Brasil está oficialmente 13ª colocação no ranking de maiores economias do mundo. Isso evidencia que o país tem bastante recursos mas não sabe como gerenciar, podendo ocasionar uma queda tanto na nossa economia, quanto no investimento às universidades, levando a um quadro de recessão econômica a longo prazo.
Ademais, podemos também falar da desvalorização de profissionais que já estão no país, caso da ‘fuga de jalecos’, ou seja, profissionais da saúde saindo de suas terras para morar em outro país no objetivo de melhorar suas condições de vida. Isso acaba acarretando em uma demanda por mais profissionais tanto na área de saúde como em outras áreas, além de posteriormente termos que pagarmos por royalties, pois aqui o cientista não conseguiu fazer em decorrência de falta de recursos.
Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de um amplo debate entre Estado e sociedade, debater sobre melhorias no quesito dos tetos salariais entre cientistas e quem está iniciando projetos científicos. Além disso, incentivar os docentes com investimentos em equipamentos mais novos e um bônus por produção científica, onde o mesmo ganharia além do seu salário, uma incentivaçãopara quem acredita na produção nacional e assim sendo, não precisariam recorrer a ir para países vizinhos em busca de qualidade melhor de vida.