As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/05/2022

Especialmente no governo atual, o investimento em ciência e educação vêm sendo cada vez mais reduzido. Cortes em verbas para infraestrutura nas escolas e universidades, descontinuação de bolsas de iniciação científica e o sucateamento do sistema de ensino público brasileiro, acarretam em menor taxa de ingresso de pobres em universidades, contribui para o agravamento da desigualdade social e para o efeito conhecido como fuga de cérebros. Sendo portanto importante, para identificar os impactos dessa fuga, analisar dois aspectos: impacto da falta de mão de obra qualificada e o custo da pesquisa a curto prazo.

Países considerados desenvolvidos como Canadá, Reino Unido, França possuem alto índice de industrialização e de educação. Para o desenvolvimento de indústrias técnológicas, inovadoras e capazes de produzirem produtos, para competir com preços estabelecidos no mercado internacional, é necessário pesquisa, desenvolvimento e profissionais capazes de realizar tais processos. Mão de obra qualificada impacta diretamente no crescimento de um país a longo prazo.

Pesquisas inicialmente, não geram lucros. Como exemplo temos a Petrobrás, que até conseguir gerar lucros com pré-sal, não obteve o retorno esperado pelos acionistas. Porém após conseguir estabelecer toda a pesquisa e infraestrutura requirida gerou lucros bilionários. A questão é que até que seja possível gerar lucros, se for possível, são necessários altos investimentos com possibilidade de não haver retorno, o que desencoraja governos, que apenas consideram lucros em curto prazo.

Portanto, é imprescindível que o governo brasileiro invista em educação novamente, para que a longo prazo seja possível retomar o desenvolvimento econômico nacional. Com a retomada de concessão de verbas para pesquisadores, universidades e cientistas, que apesar de possuírem altos custos a curto prazo, são a única forma de alavancar a economia brasileira a longo prazo.