As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 02/06/2022
“Fuga de cérebros” é o termo dado ao movimento de acadêmicos de diversas áreas para fora do país, buscando reconhecimento de sua formação e trabalho. Esse cenário de emigração é presente no Brasil e mostra-se como estopim de diversas consequências na esfera socioeconômica a longo prazo. Visto isso, é imperioso analisar os notáveis frutos dessa problemática: a evasão escolar e a dependência ao mercado exterior.
Primariamente, é inegável notar a saída de jovens durante o período escolar, acreditando ser o “trabalho duro” a única a forma de “vencer a vida”, marginalizando a educação. Essa visão reflete a descredibilização do processo educacional pelo coletivo, o que diminui a formação da mão de obra qualificada brasileira, perdendo investimentos em pesquisas e estudos que trazem vantagens ao Brasil como a eficiência na produção de energia elétrica a partir do aproveitamento da geografia brasileira. Vê-se a importância da educação na sociedade, a exemplo de Francielly Barbosa, de 15 anos, na criação de tijolos feitos a partir do caroço de açaí, trazendo proveito e sustentabilidade ao principal produto de consumo de sua região.
Além disso, observa-se ainda a dependência do país ao mercado exterior, sendo necessário importar artigos que podem ser produzidos no Brasil. Isso ocorre porque a fuga de cérebros leva consigo todo o potencial de produção, inibindo a comercialização de novas tecnologias e fazendo a população submeter-se a uma economia estrangeira para suprir suas demandas. Desse modo, vê-se a contradição aos fundamentos da Revolução Verde, programa incentivador da adoção de novas tecnologias à agroindústria, pois a emigração de profissionais refletem a desvalorização dessa área pelo Estado brasileiro.
Cabe, portanto, ao Ministério da Educação realizar incentivos aos estudantes por palestras em escolas, levando profissionais notáveis de áreas acadêmicas, visando a mentalização do aluno sobre o poder da educação no âmbito individual e social. Além disso, é preciso formar cursos técnicos voltados à tecnologia e comércio à grade curricular escolar, fazendo o aluno criar novos recursos e alimentar o mercado interno do país. Assim, faz-se eliminar o processo da fuga de cérebros.