As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 31/05/2022

De acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado promover e incentivar a pesquisa e capacitação tecnológica no país. Entretanto, o processo conhecido como “Fuga de cérebros” mostra a ineficiência das instituições federais em cumprir esse ato constitucional, prejudicando, assim, tanto os pesquisadores quanto o próprio país. Assim, vale destacar a estagnação econômica e tecnológica, além da desvalorização nacional, como consequências desse ato à longo prazo. Dessa forma, torna-se claro que medidas são necessárias para extinguir a problemática.

Nesse cenário, é evidente que a falta de investimentos em ciências e tecnologia afeta, de forma negativa, a econômia de médio e longo prazo. Conforme o filósofo John Rawls, em sua obra “Uma teoria da Justiça”, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos para todos os setores públicos. Nesse viés, nota-se que o governo tem sido falho quanto aos seus deveres éticos e constitucionais, visto que, no país, ocorre a persistência no processo de emigração de profissionais que buscam melhores empregos e oportunidades, a chamada “Fuga de cérebros”. Diante disso, caso a problemática perpetue, o Brasil no longo prazo, se tornará ainda mais refém das grandes potências.

Além disso, cabe salientar a desfavorável queda no Índice de Desenvolvimento Humano, o qual leva em consideração qualidade de vida da população de determinado da nação. Segundo o empresário Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Nessa ótica, nota-se a importância dos investimentos realizados no setor científico e tecnológico, fato esse que o Estado possui negligenciado, agravando, assim, o processo de fuga sobre o capital capital humano. Dessa maneira, devido a persistência desse processo, a “pátria amada” reduz sua classificação no IDH.

Portanto, verifica-se a necessidade do Ministério da Ciência e Tecnologia proporcionar melhores condições de trabalho para os cientistas e pesquisadores, por meio do aumento em investimentos nessa área. Tal medida possui como finalidade estagnar a desvalorização nacional, além de impulsionar o desenvolvimento econômico do país, visto que no longo prazo o Brasil se tornaria refém do capital estrangeiro, o que colocaria toda a nação em risco.