As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/06/2022
A emigração intelectual, também chamada de fuga de cérebros ocorre quando há uma saída de profissionais do país, com o objetivo de mais oportunidades de trabalho no seu local de destino. Para estes indivíduos formados, tal saída tem muitas consequências positivas, porém, para o país deixado há impactos diretos para a economia e o futuro.
Muitos profissionais formados no Brasil procuram maiores oportunidades e melhores trabalhos que seu país pode proporcionar. Por se sentirem desvalorizados, sem investimentos suficientes ou com receio do desemprego, mais de 3 mil pesqusiadores brasileiros estão estudando ou trabalhando no exterior, de acordo com o levantamento do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), assim, tendo cada vez mais financiamentos e estabilidade na área que atuam.
A longo prazo, a emigração intelectual no Brasil compactua com quedas na economia e na mão de obra inteligente do país. A Argentina pode ser citada como exemplo. A piora na situação econômica, em vista da saída de profissionais qualificados do país, gera um défict no número de trabalhadores formados contribuindo para a economia, e com a persistência da fuga de cérebros o Brasil pode chegar á situação da Argentina.
Para que ocorra a diminuição da persistência da fuga de cérebros, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) direcione maiores verbas para os institutos de pesquisas científicas, adquirindo mais materiais de trabalhos e mais oportunidades de empregos dentro destas instituições, assim, promovendo mais qualidade de estudos e empregos dentro do Brasil para os pesquisadores qualificados.