As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 17/06/2022

A partir da década de 1950, iniciou-se no mundo a chamada 3ª Revolução Industrial - 3ª RI - que teve a tecnologia como sua base de funcionamento. Porém, há, no Brasil, uma grande inobservância estatal sobre essa questão, gerando efeitos negativos que têm sido intensificado com a persistência do problema. Dentre as consequências ocasionadas a longo prazo está a queda de profissionais no país e declínio da economia. Desse modo, é necessário reduzir o obstáculo.

Primeiramente, o deficitário investimento que o governo dá aos trabalhadores de renome acadêmico justifica sua saída para o exterior. Nesse contexto, de acordo com o site G1, houve redução em mais de 50% - de 2015 até a atualidade - no investimento destinado à essa área, levando a falta de emprego. Por conseguinte, muitos profissionais que têm alto nível de qualificação ficam sem oportunidades de trabalho e sem valorização, uma vez que são muitos anos de estudos para se capacitarem. Dessa forma, segundo o site BBC, inúmeros especialistas emigram para outros países em busca de oportunidades que não encontraram no Brasil.

Segundamente, a economia é um dos meios mais afetados nesse processo de saída desses trabalhadores, chamada de fuga de cérebros. Sob essa visão, essas pessoas - que detém conhecimento associado a tecnologia - juntamente com as universidades formam os tecnopolos que, atualmente, é um dos principais fomentadores da economia. Segundo a Revista Eletrônica da Universidade de Barcelona, os tecnopolos são os produtores de métodos tecnológicos que visam o crescimento econômico, entretanto, com a ausência de profissionais unidos a esses espaços irá haver retração na economia, já que não terá trabalhadores para elaborar mecanismos de expansão do capital.

Portanto, é necessária medidas que minimizem a fuga de cérebros no Brasil. Em primeira análise, o Ministério da Educação - órgão responsável por elaborar políticas educacionais - deve criar vagas de trabalho para esse setor profissional, por meio de parceria com o Ministério do Trabalho, a fim de que exista oportunidades laborais e , assim, eles permaneçam no país. Ademais, o Ministério da Economia deve invistir nos tecnopolos para incentivar o avanço da economia.