As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 17/06/2022

A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da fuga de cérebros no Brasil. Nesse contexto, a persistência da fuga de cientistas é um desafio no Brasil e persiste devido, não só à queda de investimento em ciência e tecnologia, mas também à falta de uma legislação que ajude a resolver o problema.

É indubitável, nesse contexto, que a questão da diminuição progressiva do investimento em ciência esteja entre as causas do problema. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam economistas como Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário dedicação para com a ciência para gerar inovação. No entanto, há uma lacuna de investimento na ciência brasileira, que tem sido negligenciada, o que torna sua solução mais difícil de ser alcançada, já que isso gera a fuga dos nossos pesquisadores do nosso país.

Em segunda análise, a falta de uma legislação eficiente apresenta-se como outro fator que influencia na dificuldade na resolução do problema. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à questão, uma vez que o problema continua atuando fortemente no contexto atual, prejudicando inclusive, o crescimento econômico no país. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.