As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 18/06/2022

Com a entrada de Getúlio Vargas no poder a partir do ano de 1930 o Brasil apresenta um maior investimento no setor secundário da economia, fazendo-se nessecário o crescimento conjunto da tecnologia e da ciência para acompanhar a demanda da indústria. Porém, ao olhar a história do país é notório que o crescimento industrial não foi inteiramente acompanhado pelo crescimento tecno-científico, fato esse que resultou na persistência da fuga de cérebros na nação. Logo, as consequências dessa problemática a longo prazo apontam para: a inércia no desenvolvimento do país e a perda de investimentos internacionais.

Em primeiro plano, é preciso destacar como uma das consequências a longo prazo da continua fuga de cérebros, a inércia no desenvolvimento do país. Nessa óptica, segundo a Constituição Federal de 1988 no Artigo 218 é dever do Estado apoiar a formação de recursos humanas nas áreas de ciência, pesquisa e tecnologia. Dito isso, é evidente que para o crescimento econômico e social do país é preciso o investimento em pesquisa e ciência. Assim, quando não é cumprido tal artigo ocorre o desistímulo dos pesquisadores do país, esses que acabam saindo da nação atrás de valorização, prejudicando desse modo o crescimento nacional.

Ademais, outra consequência da persistência da fuga de cérebros do país é a perdade investimentos internacionais. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Jonh Locke em sua definição de “Contrato Social” a legitimação do poder do Estado só acontece se esse garantir os direitos do povo. Com isso, é visto que no mundo globalizado se faz necessário o investimento de empresas, sobretudo de fora do Brasil, na nação para que essa cresça e consequentemente consiga garantir os direitos da população. Entretanto, sem a mão de obra apta para tais empresas, devido a fuga de cérebros, muitas companias perdem o interesse na pátria.

Dessa maneira, para diminuir a fuga de cérebros e suas consequências a longo prazo no Brasil é vital a ação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Esse deve investir em apoio para pesquisadores, tanto alunos quanto professores, especialmente das universidades federais, para que as pesquisas em andamento continuem sem interupções e que novas sejam colocados em prática. Assim, tais profissionais serão mais valorizados e ajudaram no crescimento país.