As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/06/2022
Desde da Revolução Industrial, a sociedade passa por diversas mudanças, principalmente na mão de obra e na educação. Nesse cenário, o Brasil deveria ter se adequado à essas mudanças para não ficar atrasado e se tornar uma preocupação futuramente na sociedade. Entretanto, não foi isso que aconteceu, o país passa por contínua fuga dos cérebros, o que traz consequências a longo prazo. Tal fato ocorre por péssima situação de trabalho e investimento.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, observa-se que a falta de atitude do Governo tem estreita relação com o agravamento da fuga de mão de obra qualificada. Segundo Simone Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele.” Desse modo, a sociedade se habituou com a péssima condição de trabalho no Brasil, sem pedir mudanças significativas, o que faz os qualificados preferirem ir para o exterior. Nesse viés, o Governo perde a mão de obra qualificada e a longo prazo, uma maior dependência tecnologica e uma maior importação de mão de obra.
Ademais, o escasso investimento em pesquisas e desenvolvimento é um fator que contribui com a fuga dos cérebros. Com base no Art. 218 da Constituição, “Teremos no país um grande investimento em pesquisa, na ciência e na tecnologia.” No entanto, isso fixa apenas na teoria, pois na prática, os estudantes perdem o interesse e o incentivo em continuar na área de pesquisa no país, pela interrupção de bolsas, falta de equipamentos bons e desvalorização do profissional. Sendo assim, o motivo pelos fatos citados, é a escassez de investimento na pesquisa científica no país.
Infere-se, portanto, que a falta de atitude do Governo com destinação de capital na área, agrava a fuga de cérebros no Brasil. A fim de mitigar esse problema, o Ministério da Educação junto com a mídia, deve incentivar as pesquisas científicas por meio de palestras e visitas no ambiente universitário, para criar o interesse no jovens, aumentar investimentos nas universidades, com laboratórios mais equipados, melhores bibliotecas e melhores bolsas de estudo, a fim de criar mais profissionais qualificados e não precisar importar mão de obra. Somente assim, essa problemática poderá ser mitigada.