As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/10/2022

No artigo 1, da Lei de Inovação Tecnológica, há medidas para incentivo à inovação tecnológica e à pesquisa científica no país. No entanto, observa-se uma fuga de mão de obra especializada para o exterior, como consequência da escassez de oportunidades ao cientista, o que é grave. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, a citar, a negligência do Estado perante aos investimentos em ciência.

Nesse contexto, vale citar a pesquisadora brasileira Daniela Ferreira, que coordenou os testes para o desenvolvimento da vacina de Oxford na Inglaterra, a qual contribuiu para o combate da Covid-19. Por conseguinte, o país necessitou importar essa vacina para a aplicação no território nacional. Tal fato, ilustra de forma geral que o país necessita importar produtos oriundos da pesquisa científica produzida em outros países, como consequência da falta de infraestrutura no âmbito técnico-científico no território nacional.

Convém ressaltar também, que a disposição de verbas governamentais para a ciência brasileira não é uma prioridade. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, de forma geral, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Dessa forma, graças aos fatos supracitados, há também grande falta de investimento na pesquisa científica, sobretudo, no nível superior, incidindo na fuga de cérebros do Brasil para o exterior, pois a escassez de oportunidades impulsiona o pesquisador a desenvolver sua pesquisa em outros países com melhor infraestrutura, como melhores laboratórios e salários, por exemplo.

Frente a tal problemática, faz-se urgente medidas para enfrentar o problema. Como solução, o Ministério da Educação, em conjunto com o Poder Público, deve promover maiores investimentos em bolsas de pesquisas e no ensino superior, de tal forma, que as faculdades federais e estaduais, contenham, por exemplo, laboratórios e equipamentos adequados aos estudantes e pesquisadores, a fim de estimular a produção científica e a contribuição para a sociedade. Dessa forma, problemas como a fuga de cérebros no Brasil serão amenizados, e a ciência será valorizada.