As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/07/2022

Na pandemia de Covid-19, em 2020, foi visto que parte dos pesquisadores da vacina eram brasileiros e que faziam suas pesquisas em outros países. Nesse sentido, é perceptível que há uma fuga de cérebros no Brasil, que o fato é negativo para o avanço tecnológico do país e que se deve aos cortes de verba em pesquisas e sucateamento de instituições, gerando atraso nacional.

Em primeira análise, é preciso avaliar o papel da diminuição de orçamento. Dessa forma, com um menor valor disponível para a contratação de responsáveis e para financiar os trabalhos, pessoas que buscam participar do ramo vão para outros países, com isso, pesquisas que seriam nacionais são feitas em outros locais que lucram com o ato, ou seja, gera um prejuízo quanto aos possíveis ganhos monetários. Prova disso é que, de acordo com o jornal G1, o Ministério da Educação efetuou cortes na educação que chegam a 87% do total. Portanto, fica claro a negatividade que o ato é capaz de gerar.

Além disso, há uma dependência de outros países como consequência. Desse modo, países produtores de tecnologia podem lucrar mais através da venda de produtos para Estados não produtores, assim, isso ocorre com o Brasil que acaba perdendo pesquisadores que produzem a matéria e voltando por um preço mais caro a si mesmo, ou seja, com a fuga de cérebros o país se torna dependente de outros mais desenvolvidos. Isso é comprovado com a Quarta revolução industrial, que se baseia na tecnologia para a produção industrial, através de robôs e computação. Por isso, fica claro que há a necessidade de auto sustentação.

Em síntese, há a necessidade de alteração de cenário. Logo, o Ministério da Educação deve trabalhar para que seja enviado um maior financiamento de instituições de pesquisa de modo que seja possível uma contratação de pesquisadores e evite que eles saiam do país. Outrossim, ele deve gerar uma maior quantidade de vagas para área tecnológica, por meio de uma abertura de bolsas de pesquisas em universidades públicas, para que seja possível descobertas nacionais e uma independencia tecnológica. Assim, a longo prazo, será possível que o país sustente suas pesquisas e que não ocorra dependência de outros países e o fenômeno em questão.