As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 06/07/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, na prática esse direito não tem sido realizado com ênfase quando se observa a fuga de cérebros no Brasil. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas e consequências desse revés, dentre as quais se destacam, a negligência estatal e a falta de investimentos.

A príncipio é importânte destacar que a indiligência estatal potencializa a fuga de cérebros no Brasil. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido a baixa atuação das autoridades o problema vem se agravando cada vez mais, ocasionando ao país uma grande dependência tecnológica de outros países. Desse modo, para refutação dessa realidade, faz-se preciso uma intervenção estatal.

Outrosim, é igualmente importante apontar a falta de investimetos nessa área como outro impulsionador do problema. Posto isso, de acordo com o portal de notícias Globo, o Ministério de Ciência Técnologia e Educação sofreu cortes de cerca de 40% de seus recursos em 1 ano. Diante do exposto, é notório a precariedade de investimentos direcionados a essa área, fato o qual a longo prazo causa danos irreversíveis a economia do país. Logo é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Em suma, a situação urge por medidas cabíveis. Dessa maneira, o Estado por meio do Ministério da economia deve realizar investimentos que visem a valorização de proficionais capacitados no país. Assim, implementando aumento salariais, criação de bolsas universitárias e implementação de equipamentos adequados. Dessa forma, essa problemática sera resolvida, permitindo que o artigo 6º da Constituição federal se concretize na prática.