As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/07/2022

Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de investimentos governamentais em ciência e tecnologia, profissionais qualificados da área deixam o país em busca de melhores oportunidades. A chamada fuga de cérebros trará diversas consequências a longo prazo para o país, como o atraso econômico e a ausência de projetos que seriam benéficos para a população.

Em primeiro lugar, a emigração de cientistas e pesquisadores de um país afeta o seu desenvolvimento econômico. Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão iniciou um investimento massivo em tecnologia, se tornando um dos países mais desenvolvidos do mundo e um atrativo para os cientistas. Em contraposição, países onde há perda de talentos como o Brasil, tendem a enfrentar problemas na economia a longo prazo.

Além disso, a permanência de intelectuais no Brasil tornaria possível a elaboração de projetos favoráveis à sociedade. De acordo com o químico Louis Pasteur, os benefícios da ciência não são para os cientistas, e sim para a humanidade. Os avanços da tecnologia e ciência permitem uma melhoria notável na qualidade de vida da população e desenvolvimento de projetos em diversas áreas como saúde, agricultura, educação, etc. Porém, com a evasão de talentos, tais melhorias não ocorrem e a sociedade é negativamente afetada.

Portanto, a fuga de cérebros trará consequências a longo prazo para o Brasil. O Governo deve aumentar os investimentos em tecnologia e ciência e, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, criar projetos que valorizem e atraiam os cientistas locais, como por exemplo, distribuindo bolsas a profissionais da área recém formados. Isso deve ser feito para que menos intelectuais emigrem do país, os impactos da fuga de cérebros diminuam e o bem-estar da população, citado por Thomas Hobbes, seja garantido.