As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 06/07/2022

A Constituição federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6º, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a fuga de cérebros do Brasil, dificultando, desse modo, o desenvolvimento nacional, em virtude da falta de investimentos nos profissionais brasileiros.

Primeiramente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fuga de cérebros do Brasil, ou seja, a emigração em massa de profissionais do país, tendo em vista a falta de oportunidades de emprego. Essa conjura, segundo as ideais do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o trabalho, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que a porcentagem de investimento do PIB brasileiro em ciência (1,26%) é inferior à média mundial de 1,79%, de acordo com a Rede Brasil. Diante de tal exposto, é notório que esse problema gera desemprego e contribui para a saída de profissionais do país que procuram por melhores condições de vida. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio da implementação de políticas fiscais e monetárias, combata o desemprego e contribua para o desenvolvimento do país, a fim de evitar a fuga de cérebros do Brasil.