As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/08/2022
A facilidade de ter contato com culturas de países exteriores trouxe, à alguns brasileiros, desejos de se desenvolver profissionalmente e residir permanentemen-te em outras localidades. Em especial, isso ocorre dentro do meio acadêmico, onde essa internacionazação é exacerbada devido às trocas interpessoais feitas frequen- temente. O resultado disso é a desaceleração do desenvolvimento científico e tec-nológico de todo país, além da diminuição na qualidade de vida dos seus cidadãos residentes.
A possível diminuição do avanço científico e tecnológico acontece quando estu-dantes e trabalhadores decidem sair do Brasil e usar dos conhecimentos adquiri-dos, além das qualificações, em outro país. Com isso, a população nacional passa a não receber, por exemplo, tratamento de saúde com inovações qualificadas res-ponsáveis por aumentar a longevidade e saúde mental de cada indivíduo. Além disso, no âmbito da saúde, profissionais se tornam menos acessíveis e os trata-mentos passam a ficar mais caros.
No âmbito da falta de desenvolvimento tecnológico, a sociedade passa a ter menos conforto -também responsável por aumentar a longevidade e saúde- já que a tecnologia proporciona suporte e ferramentas que facilitam o dia-a-dia das pessoas. Consequentemente, a tecnologia se torna cada vez mais elitista por apenas poucas pessoas ter condições financeiras de arcar com os custos de adquirir e manter.
Sendo assim, através de todos os problemas apontados anteriormente, é necessário que exista planejamentos e ações dentro da política pública com o intuito de incentivar jovens estudantes e trabalhadores a continuar exercendo suas carreiras no país. Com isso, dentro das instituições de ensino, o Ministério da Educação (MEC) pode entrar com projetos de extensão e pesquisa para estudantes com o intuito de aumentar o conhecimento científico e o desenvolvimento tecnológico, além de aumentar o conhecimento da cultura acadêmica dentro do Brasil.