As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 09/11/2022

A fuga de cérebros é um fenômeno social no qual a mão-de-obra qualificada de um país emigra em busca de melhores condições. Nesse sentido, essa problemática se mostra comum, principalmente, em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Não obstante, o Brasil se encontra entre os que sofrem com esse tema. Por esse motivo, devemos, urgentemente, nos alertar com relação às consequencias. Assim, a chamada fuga de cérebros pode ocasionar, ao longo prazo, um aumento da dependência da tecnologia internacional e uma diminuição da competitividade no mercado interno.

Em primeira análise, a problemática em questão pode agravar a dependencia tecnológica brasileira frente ao mercado internacional. Prova disso, de acordo com uma recente matéria publicada pelo G1, o Brasil alcançou a 60° posição no ranking de inovação em 2021. Dessa maneira, com a evasão da melhor mão-de-obra nacional, nossa indústria se vê enfraquecida diante das multinacionais estrangeiras para qual vão os nossos profissionais mais bem capacitados. Consequentemente, a independência tecnológica e o tão sonhado status de país desenvolvido parecem mais dificeis ainda de serem alcancadas.

Outrossim, com a escassez de inovação nacional, o mercado interno, tende, ainda mais, ao monopólio. De acordo com a lei da oferta e demanda, um dos princípios de funcionamento da economia: Quanto menos tem e mais se busca, mais se custa. Ou seja, em um país onde não se cria tecnologia, porém, todos querem vantagens e inovação em seus negócios, a tecnologia produzida ou importada terá, naturalmente, um preço que só os maiores empreendedores poderam pagar. Sendo assim, o que é novo será restrito ao empresário grande criando um abismo de diferença competitiva entre a classe.

Portanto, urge a necessidade de medidas que busquem mitigar essa problemá-tica, agindo diretamente na fonte do problema, a fuga de cérebros. Para tal, os go-vernos federais e estaduais devem aumentar o investimento em pesquisa nas universidades públicas por meio de parcerias público-privadas para que se pesqui-se mais e valorise mais os pesquisadores. Além disso, o Estado deve incentivar o setor científico e tecnológico com revisão de tributos e bolsas melhor remuneradas