As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 19/10/2022
Na Ditadura Militar no Brasil, muitos artistas e pensadores foram obrigados a se e-xilarem por conta do poder autoritário da época. Nesse sentido, no século XXI, o governo brasileiro ainda incentiva à fuga de intelectuais, visto que ele não colabora para manter esses no país. Por consequência ao longo prazo, a persistência da emi-gração de profissionais atrasa o desenvolvimento humano e econômico e empo-brece tecnologicamente o país.
Em primeiro lugar, é importante entender os motivos desse problema ocorrer e seus efeitos na qualidade de vida dos brasileiros. O alto fluxo de qualificados está relacionado com o alto índice de desemprego entre os recém-formados e, princi-palmente, com os cortes de verbas na educação e ciência, a qual sofreu redução gradualmente nos últimos anos. Porém, isso afeta tanto os estudantes das univer-sidades, especificamente as públicas, quanto a população, visto que essas institui-ções são as maiores produtoras de ciência e tecnologia nacional e a maioria dessas pesquisas contribuírem para bem-estar dos seres humanos e não humano. Por exemplo, no Instituto Butantan, cientistas estão testando a vacina para a dengue, uma doença que em casos mais graves causa óbito de muitos indivíduos a cada ano.
Dessa Maneira, em segundo lugar, é preciso compreender como isso pode estagnar a tecnologia e a economia ao longo prazo. Sem investimento e profissio-nais, o setor tecnológico fica depende dos produtos estrangeiros, o que afeta o mercado interno, já que as mercadorias externas são vistas superiores qualitativa-mente do que as nacionais. Neste contexto, as pessoas preferem consumir desde eletrônicos até cosméticos importados. Por exemplo, a empresa Multilaser brasilei-ra, a qual comercializa eletrônicos, no entanto, muitos consumidores reclamam da qualidade dos produtos e sempre comparam com eletrônicos de outras nações. Além de que melhorias tecnológicas para a saúde, por exemplo, podem demorar para serem transferidas para o brasil, o qual mantém a saúde a mercê de métodos antigos e, as vezes, mais agressivos que os atuais.