As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 08/10/2022
Durante a Alemanha nazista, diversos cientístas e intelectuais migraram para os Estados Unidos, fugindo da perseguição política. Dentre eles, o notório físico Albert Einsten. Mais adiante, no Brasil do Século XXI trava uma guerra contra a modernidade, arquitetando um processo de desendustrialização e sucateando a pesquisa científica, colocando em risco o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país. Dessa forma, se faz fundamental a discussão sobre o tema.
Com os cortes destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações - 50% entre 2015 e 2016 - cientistas se veem pouco encorajados a continuar suas pesquisas em solo brasileiro. Muitos optam por continuar suas atividades acadêmicas no exterior, buscando melhor estrutura e qualidade de vida. A frase dita pelo fundador da “apple” Steve Jobs “A tecnologia move o mundo” soa muito distante da realidade brasileira, onde a falta de recursos destiandos a tecnologia é quem obriga seus pesquisadores a se moverem para o resto do mundo, desprestigiando o que é produzido a níveis nacionais.
Ademais, a desendustrialização do país também resulta na fuga para o exterior do trabalhador do setor público e privado. Empresas de montadoras de carros como a Ford, já fecharam suas portas em todo território brasileiro. Enquanto o Governo Federal prioriza o agronegócio, jovens recém formados em universades buscam trabalhos na Europa e Estados unidos para fugir do desemprego e baixo salário. Paralelo a isso, o trabalhador de escolaridade média se subemete a subempregos e terceirização, realidade similar a do filme “Você Não está aqui”, onde o protagonista perde seu emprego após a crise de 2008, tendo que fazer entregas para sustentar sua família.
Desta forma, pode se concluir que é papel do Governo Federal, Ministério da Educação, e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, concentrar uma maior fatia de seus investimentos ao desenvolvimento e pesquisa tecnológica, dando suporte financeiro as universidades. Não somente, facilitar a entrada de multinacionais no páis, diminuindo seus impostos com parcerias público privadas, para dar condições que seus talentos na área cientifica se mantenham dentro do país com dignidade. Somente assim, será possível num futuro próximo, ver a ciência brasileira se destacando e movendo o resto do mundo, como proferiu Steve Jobs.