As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/10/2022

Os avanços, no mais amplo sentido, estão presentes na vida do homem desde a sua concepção. Esse, embasado por uma tendência biológica ao desenvolvimento, busca sempre por oportunidades, seja no âmbito profissional ou pessoal, mesmo que para isso seja necessária migrações. Paralelamente, é possível notar no cenário hodierno brasileiro, a persistente fuga de cérebros, ou seja, mão de obra qualificada que busca progresso no exterior, o que constitui a longo prazo um grave problema. Portanto, torna-se pertinente a análise das consequências geradas: o déficit de mão de obra qualificada e o atraso tecnológico.

De acordo com Immanuel Kant, o homem é o único animal voltado ao trabalho, logo, é possível concluir que os anseios profissionais fazem parte da essência humana. Todavia, é visível diversas limitações no mercado de trabalho no Brasil, que culminam na exportação de mão de obra qualificada, com o objetivo de construção de uma carreira profissional. Tal movimento, em uma escala crescente à longo prazo, irá gerar um déficit de trabalhadores qualificados, sendo este um problema que deve ser combatido.

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, em seu artigo 6º, prevê como inerente à todo cidadão brasileiro o direito à educação. Conquanto, tal direito não se reverbera, integralmente, com ênfase na prática quando se analisa a fuga de cérebros. Ao exportar talentos para o exterior, a produção de novas tecnologias não são realizadas em território nacional em sua capacidade original. Em um futuro distante, tal ação poderá resultar em atrasos tecnológicos, principalmente na área da educação. Segundo John Locke, configurando-se como uma quebra do “Contrato Social”.

Essa situação não pode mais perdurar, portanto, faz-se imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do Trabalho, realize ações de acolhimento e incentivo, através do investimento em tecnologias para o uso educacional, e crie projetos de emprego para acolher estes estudantes, com a finalidade de proporcionar excelentes oportunidades dentro do país, mitigando a ocorrências das problemáticas descritas. Assim, consolidar-se-á uma sociedade permeada por seus direitos, tal qual afirma John Locke.