As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 21/10/2022
Oswaldo Cruz, renomado cientista brasileiro, foi capaz de resolver a grave crise sanitária do início do século XX em território brasileiro com seus conhecimentos adquiridos no exterior. No entanto, atualmente o que ocorre é o contrário.Diversos profissionais qualificados, formados pelo ensino nacional, emigram cada vez mais do país em busca de melhores oportunidades e maior valorização, a denominada “Fuga de cérebros”.Esse fenômeno resulta diretamente em atrasos na comunidade científica brasileira e consequente estagnação do avanço da sociedade.
Primeiramente, é necessário denotar a importância da mão de obra qualficada para o país. Por exemplo, no filme baseado em fatos reais “O menino que descobriu o vento”, uma comunidade tem sua qualidade de vida aumentada enormemente devido aos estudos de um jovem morador que, através dos estudos, aprendeu a captar energia eólica. Denota-se dessa forma, a necessidade da atuação intelectual para a solução de problemas e melhoria da qualidade de vida. Então, com a emigração intelectual crescente, o país torna-se cada vez mais desassistido, acumulando adversidades não resolvidas.
Essa perspectiva é ainda mais agravada sabendo dos investimentos estatais feitos para a formação profissional daqueles que emigram. Corretamente, muita verba é direcionada para a qualificação, porém a falta de investimentos no mercado de trabalho resulta na perda desses profissionais para outros países com melhores oportunidades. Assim, tal dinheiro destinado deixa de ser um investimento e torna-se um gasto, pois essa mão de obra não atuará para o benefício do país. Analogamente, seria como se Oswaldo Cruz nunca tivesse utilizado seus conhecimentos para alavancar a saúde brasileira.
Logo, tornam-se evidentes as consequências da exportação de profissionais qualificados, que não traz benefício algum para o Brasil. Portanto, o Ministério da Economia deve investir mais no Ministério da Ciência e da Tecnologia, tendo em vista que ele é o orgão federal responsável pelo gerenciamento da comunidade científica brasileira, por meio da maior destinação do PIB para ele, com o fito de aumentar a valorização da mão de obra qualificada e consequente maior retenção dos cérebros brasileiros.