As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/10/2022
Mao Tsé-Tung, estadista chinês, afirmou alhures que “não há melhor forma de destruir uma nação do que por meio da atrofia da inteligência de seu povo.” Dessa forma, a persistente fuga de cérebros destrói a inteligência brasileira, gerando falta de pessoas competentes em postos de lideraça, pesquiça e influência, o que contribui para a fragilidade cultural, científica e política, ao longo prazo, em relação a países com mais gente capaz.
Primeiramente, apenas os melhores cérebros saem do Brasil, buscando melhores condições profissionais e educacionais. Diferentemente de um sistema econômico que apenas exporta, mas nunca importa, a saída desses cérebros nos causa déficit, pois perdemos capital humano que não é reinvestindo no país, que se vê obrigado a se contentar com um nível mais baixo em suas posições mais altas na burocracia, comércio, educação e artes, etc. O que contribui para uma baixa geral de inteligência, como se registrou em recentes testes de Q.I., com a média brasileira ficando em oitenta e seis pontos.
Consequentemente, ficamos expostos às influências cultural e política estrangeiras. Ariano Suassuna, dramaturgo paraibano, disse em entrevista que “toda dominação política é posterior a uma dominação cultural. Shakespeare conquistou as consciências indianas antes que a Inglaterra lhes conquistasse as terras.” Um país cultural e cientificamente fraco não tem os meios intelectuais para atuar, de forma prolícua, no cenário político internacional, tendo, portanto, que se subordinar a uma país que os têm: países esses que recebem nossos cérebros.
Assim sendo, é necessário ações que incentivem a permanência de cérebros no Brasil, o que pode ser feito pelo Ministério da Educação por meio de maiores verbas voltadas à pesquisa e na melhora das condições de trabalho de seus pesquisadores, tanto das ciências naturais como das humanas, para que, desse modo, não se vejam obrigados a sair do país para que deem continuidade a seus estudos. Uma vez aqui, eles irão reinvestir seu capital humano, o que melhoraria a qualidade da cultura brasileira e fortaleceria o país ante entidades estrangeiras.