As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/10/2022

A globalização, processo caracterizado pela integração tecnológica e econômica entre nações, permitiu que muitos países inovassem seus meios científicos e digitais. Nesse sentido, apesar da sua importância, o Brasil ainda não consolidou esse cenário ideal, uma vez que a negligência tangente aos investimentos no âmbito tecnológico provoca a fuga de cérebros no país, acarretando consequências no seu reconhecimento interno e internacional. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise desse quadro.

Em primeira análise, vale destacar uma matéria disponibilizada pela Globo, através do site G1, no qual informa que o Brasil saiu da posição 45 para 70 no ranking dos países que possuem profissionais qualificados. Esse panorama lamentável causado pela fuga de cérebros ocorre porque muitos cidadãos, depois de formados, encontram obstáculos para o pleno aproveitamento do conhecimento adquirido durante a formação educacional e optam pela emigração. Desse modo, uma parcela do capital investido na formação educacional populacional não irá gerar retorno financeiro para o país, reduzindo o grau de qualificação de pesquisas, instituições e estabelecimentos de saúde.

Ademais, vale analisar o pensamento do filósofo chinês Confúcio, no qual ele afirma que deve-se estudar o passado para prever o futuro. Dessa maneira, a falta de profissionais especializados e o descaso com o setor tecnológico são os principais fatores que impedem que o Brasil tenha reconhecimento e oportunidades e a sua persistência dificulta a formação de um país onde a construção e expansão dos saberes são transmitidos de maneira íntegra pelo território.

Verifica-se, então, a necessidade de impedir a fuga de cérebros no Brasil. Para isso, faz-se imprescindível que o Governo Federal, por meio de leis e investimentos, com um planejamento adequado, estabeleça políticas públicas que auxiliem a máquina administrativa a ampliar os recursos e os aparelhos tecnológicos destinados para instituições e estabelecimentos, a fim de diminuir, de maneira considerável a fuga de cérebros e permitir que o Brasil seja visto como um exemplo na formação de profissionais qualificados.