As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/10/2022
De acordo com uma citação do ativista Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. Paralelamente à ideia do ativista, a educação é uma das principais maneiras de ajustar a vida dos brasileiros, entretanto, sua desvalorização acarreta graves consequências sociais e econômicas. Por isso, a constante exportação de profissionais qualificados desvaloriza a educação e promove o aumento da desigualdade no país.
A priori, a falta de investimento no ensino superior, na ciência e na tecnologia, são as principais causas da “fuga de cérebro” no país. Segundo pesquisas do “G1”, o Brasil decaiu da posição 45 no ano de 2019 para a posição 70 no ano de 2020 no Ranking de profissionais qualificados. Diante disso, fica evidente a falta de priorização dos profissionais brasileiros, o que leva à busca por oportunidades em países que investem na educação e qualificação dos indivíduos.
Outrossim, o desemprego também é um fator que torna a fuga de cérebro uma “opção viável”. Nesse sentido, a insegurança profissional consiste no medo de desperdiçar anos de estudo e não adquirir um emprego. Com isso, percebe-se que as ofertas extrangeiras atraem os profissionais, entretanto, o Brasil se torna cada vez menos detentor de trabalhadores capacitados.
Portanto, para que o país não sofra as consequências da fuga de cérebro, é mister que entidades nacionais, como o Ministério da Educação, promovam um maior investimento em setores educacionais do ensino superior. Nesse cenário, o incentivo aos estudantes deve ser realizado por meio do aumento de verbas nas áreas de ciência e tecnologia. Ademais, devem haver propostas de emprego que valorizem os profissionais brasileiros. Desse modo, com o intuito de investir na capacitação nacional dos trabalhadores, as fugas de cérebro tendem a diminuir.