As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/11/2022
Com o advento com o advento da revolução Técnico-Científico-Informacional os meios de profissionalização se desenvolveram amplamente, a ponto de possibilitar a especialização em várias áreas do conhecimento. Entretanto, hodiernamente, no Brasil a persistência da fuga de cérebros representa desafios para o desenvolvimento do país. À vista disso, tal impasse acarreta consequências a longo prazo como a falta de oportunidade profissional após os estudos e a impossibilidade de ascensão social.
Diante desse cenário, é importante frisar o desemprego como desmotivador da permanência no país. Segundo o princípio da responsabilidade de Hans Jonas, não se pode sacrificar o futuro pelo presente, “se a humanidade se preocupar apenas com presente, o futuro pode deixar de existir”. Analogamente, a escassez de perspectivas para os jovens, após ensino médio e superior, ocasiona desconexão identitária com o país, consequentemente, as buscas por alternativas melhores em outras nações aumentam. Assim, enquanto o território nacional não possui estrutura de empregabilidade consolidada, infelizmente a sociedade brasileira será incapaz de perceber um importante mecanismo de prosperidade: a mão de obra de seus próprios cidadãos.
Outrossim, a indisponibilidade de assistência educacional dificulta a mudança de realidade de indivíduos menos abastados. O renomado filme brasileiro “Que horas ela volta?” retrata a história de Val, vivida por Regina Casé, que mesmo após trabalhar anos como doméstica não consegue dinheiro suficiente para viver com sua filha, Jéssica, em um lugar aconchegante. Dessa forma, é contraditório que, com mesmo com muito tempo de serviço, não seja suficiente para o cidadão acender economicamente, haja vista que, o custo de vida tende a aumentar. Logo, essas pessoas estão sujeitas a dificuldades como falta de dinheiro e a segregação social.
Convém, portanto, que,de modo urgente, medidas sejam tomadas para reverter os malefícios da exportação de profissionais. Para isso cabe ao Ministério de Ciência e Tecnologia,produzir cursos profissionalizantes e, por meio de iniciativa privada, como bancos, promover fomento a pequenas e médias empresas a fim de