As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/01/2023

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir a todos os cidadãos uma qualidade de vida digna e assegurar a educação, o trabalho remunerado e entre outros. Nessa linha de pensamento, é evidente o rompimento desse artigo quanto às causas e consequências oriundas da persistência da fuga de cérebros no Brasil. Dessa forma, torna-se imprescindível debater sobre os desafios nessa problemática.

Em primeira instância, vale ressaltar os baixos investimentos estatais como um dos principais incentivos para a mudança de profissionais qualificados a outros países. Tal situação ocorre, porque, muitas vezes, a educação e a ciência são pautas socias negligenciadas pelo pode central, o que pode ocasionar a desvalorização profissional e o cenário econômico. Nesse sentido, o Estado não auxilia os estudantes por meio de estímulos fiscais e educacionais, como o projeto “Ciência sem fronteiras”, o qual é um programa focado em aumentar as oportunidades acadêmicas, atualmente, ele está inativo no meio social. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, um fato da sociedade se torna patológico quando atinge e ameaça toda a população. Sob esse viés, nota-se que um ambiente mórbido dificulta o progresso dos indivíduos, logo, a aplicação de recursos financeiros em propostas científicas nacionais torna-se crucial, visto que, a ausência disso contribui para a persistência da fuga de cérebros no país.

Além disso, vale salientar a queda do mercado de trabalho como um destaque entre as consequências a longo prazo do fenômeno presente na problemática. Por certo, no final da trajetória universitária estudantil, muitos cidadãos almejam uma vaga em grandes empresas e, também, desejam continuar o caminho acadêmico, como um Mestrado e Doutorado. Apesas disso, o déficit de investimentos nessas áreas e a busca por melhores salários é persistentes, visto que, há muitos cursos saturados no país, o que pode estimular a saída da população. No texto, “Cidadanias Mutiladas”, a dem