As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/01/2023

A globalização ampliou e diversificou às demandas por bens e serviços no século XXI. Nesse contexto, a busca por mão de obra qualificada por parte das grandes empresas ocasionou a fuga de cérebros de países como o Brasil em direção a grandes centros de tecnologia do mundo. À vista disso, sabe-se que a realidade econômica e a precária infraestrutura do país corroboram para a problemática em questão. Dessa forma, é factível discutir e analisar tal fenômeno e seus impactos numa perspectiva futura.

É importante ressaltar, de início, que a falta de políticas econômicas favoráveis por parte do governo brasileiro causam impacto na permanência da mão de obra qualificada. Nesse sentido, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã” defende a obrigação do Estado em garantir meios que proporcionem o progresso social. Todavia, a gestão econômica do poder público no Brasil contraria a proposta de Hobbes, uma vez que os altos impostos impedem os contratantes de aumentarem os salários dos funcionários mais qualificados. Por consequência, muitos trabalhadores são atraídos por melhores oportunidades fora do país, o que está diretamente ligado a fuga de cérebros do território nacional e deficit nos setores de tecnologia e prestação de serviços especializados. Logo, é necessário trabalhar medidas para reverter esse cenário numa perspectiva futura.

Além disso, a falta de infraestrutura e tecnologia colaboram para a manutenção do quadro supracitado. Nesse enquadramento, dados da Batelle, organização sem fins lucrativos dedicada ao assunto, aponta que o Brasil investe apenas 1,3% do seu PIB em pesquisas científicas, percentual baixo quando comparado aos outros países, o que tem motivado a saída de muitos cientistas do país. Portanto, é necessário buscar medidas que possibilitem a reversão desse quadro deletério.

Em suma, torna-se evidente a necessidade de criar um ambiente propício para a manutenção de cérebros em território nacional. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia, orgão responsável por implementar políticas de desenvolvimento científico, deve institui, por meio de pautas pré aprovads a criação de polos de tecnologia em todos os Estados brasileiros e ajuda de custo para estudantes e pesquisadores. Dessa forma, será possível reverter a realidade tratada.