As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 02/02/2023
Há quem diz que o Brasil é um país muito rico. Riqueza que ultrapassa países desenvolvidos e de 1º mundo. Tudo isso por conta da nossa biodiversidade, cultura, fauna e flora. Mas para que serve tamanha riqueza, se não é usado em benefícios do país e seu povo? Isso acontece, pois, profissionais das áreas de ciência e tecnologia, majoritariamente, estão buscando por melhores oportunidades de estudo e emprego no exterior.
A falta de incentivos e investimentos por parte do governo nas áreas da educação e tecnologia é um fator primordial para a ocorrência da “fuga de cérebro” citados nos textos acima. Especialmente profissionais recém-formados, são forçados a ver a ansiedade e empolgação pós formação se esvair, quando se deparam com o grande índice de desemprego e a falta de possibilidades de alavancagem nas carreiras, sendo obrigados a encarar a verdade nua e crua e procurar por alternativas.
Além disso, no exterior são oferecidas vagas de empregos bastante tentadoras para essas áreas em questão. A maioria dos profissionais almejam a valorização em suas áreas e buscam por oportunidades de crescimento, para assim expandir seus conhecimentos e melhorias na qualidade de vida. Logo, é visto que países desenvolvidos conseguem oferecer essa bagagem de possibilidades.
Portanto, para frear a intensificação da “exportação de mentes” ocorrida hoje no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Tecnologia, promovam ações e programas para incentivo em massa das áreas da educação que estão sendo negligenciadas, como Ciência e Tecnologia. Podendo ser implementado o aumento de números de bolsas para profissionais de áreas de pesquisas cientificas e tecnológicas e o retorno do programa “Ciência sem Fronteiras” que tinha como intuito encorajar jovens estudantes e profissionais a estudar/trabalhar períodos no exterior, a fim de edificar a formação e contribuir para o crescimento do país.