As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 19/03/2023
Segundo Sir Artur Lewis, economista britânico, a educação nunca foi despesa, mas sim, investimento com retorno garantido. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, haja vista que o Brasil apresenta uma enorme persistência no que diz respeito a fuga de cérebros. Logo, deve-se destacar a má gestão governamental, quanto a infraestrutura educacional e a queda do investimento em áreas cruciais para o desenvolvimento nacional.
Mormente, vale ressaltar o papel do Estado, em relação a manutenção da infraestrutura da educação. Diante disso, vale-se do pensamento do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, ao dizer que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Todavia, vê-se que as políticas públicas não estão sendo suficientes na área da educação, tendo em vista que entre os anos de 2019 a 2020 o Brasil caiu 25 posições no ranking de países com profissionais qualificados.
Insta pontuar, a grande queda do investimento em áreas de suma importância para o desenvolvimento da nação. Nos anos de 2015 a 2016 houve uma grande redução do orçamento no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, oque ocasionou na perda de quase metade dos recursos, tendo ainda mais reduções desde 2019. Destarde, essa enorme redução do investimento reduz muito as expectativas das pessoas, que não se sentem seguras de terem carreira profissional em um país que não investe em áreas tão importantes.
Infere-se, portanto, que a fuga de cérebros é um problema grave, e deve ser resolvido urgentemente. Portanto, é imprescindível que o governo invista em políticas públicas voltadas à área educacional, não só na criação de novas instituições de ensino, como também no seu aprimoramento nas áreas de maior prioridade, para que assim, garantam um bom futuro educacional às próximas gerações. Por conseguinte, espera-se que a afirmação de Artur Lewis se torne uma realidade na sociedade brasileira.