As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 19/04/2023
Durante o começo da pandemia de Covid-19 foi claro o desinteresse do Governo Federal em produzir uma vacina nacional, assim, é estabelecida uma relação de dependência externa, uma vez que, a ausência do produto interno obriga a importação. De maneira a isso, a fuga de profissionais qualificados para países que forneçam melhores estruturas de pesquisas e condições salariais.
Em primeira ánalise, destaca-se a pouca oferta de emprego que corresponda ao ofício e a remuneração desejada pelo graduado, logo, obriga o mesmo buscar melhores oportunidades em outra nação. Desse modo, fenômeno de uberização do mercado atinge, segundo o IBGE, 60% do povo brasileiro sobrevive do trabalho informal e de ´´bicos´´, fora de suas profissões de escolha, sem carteira assinada, ou seja, são obrigados a abrir mão de seus direitos trabalhistas. Assim, essa condição desrespeita a Constituição de 1988 que determina a livre escolha de emprego, a condições justas de trabalho e à proteção contra o desemprego.
Além disso, é indubitável que a falta de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento pelo Estado limita as universidades públicas no aprofundamento do saber e na criação de novas tecnologias. Segundo o CIE, a aplicação em P&D é menor que 2% do PIB, o que comparado as médias de países desenvolvidos de 19%, reafirma a escassa competitividade brasileira no contexto internacional, tanto na atração de cientistas, quanto no comércio de produtos. Logo, a permanência desses estudantes no país é rara mas necessária para a ampliação indústria nacional. Já que, aplicando a Lei da Oferta e Demanda teorizada por Adam Smith, as inovações tecnológicas de alta procura e exclusivas do uso de um país tem preços maiores de mercado, assim, o deficit atual de importações será amenizado.
Depreende-se, então, a adocão de medidas que venham conter a fuga dos intelectuais. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência, aplicar investimentos financeiros nas estruturas universitárias e no financiamento de pesquisas, a fim de superar a carência tecnológica e a dependência externa. Somente assim, cênarios como o da Pandemia, serão arcaicos diante a facilidade brasileira de suprir suas necessidades com as inovações tecnológicas produzidas em seu próprio território.