As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 21/07/2023
O Brasil, por ser um país com imenso número de habitantes, possui gandes mentes brilhantes e inovadores. Entretanto, tais talentosas pessoas não possuem oportunidade de se desenvolverem e explorarem seu conhecimento, devido ao baixo investimento em fundos de pesquisas, além da precária situação após os estudantes saírem da faculdade, em que não conseguem se inserir no mercado de trabalho da área graduada, criando um cenário em que 6,7 mil cientistas nos últimos anos foram continuar suas pesquisas no exterior.
Em primeiro ponto, é necessário expor a turbulenta situação de mercado de trabalho após a finalização da faculdade. Segundo dados do Núcleo Brasileiro de Estágios (NUBE), apenas 14,87% dos jovens que se formaram conseguem empregos em suas respectivas áreas de formação. Tais números apresentam a problemática de uma situação que desmotiva os estudantes a irem atrás de mais conhecimento e informações, pois não conseguirão ingressar em algo frutífero e que condiz com o que foi escolhido pela graduação. Sendo assim, cria-se uma atmosfera de recém formados sem expectativa de futuro, que alimenta a fuga de cérebros no Brasil, já que não conseguem oportunidades propícias no país.
Outrossim, analisa-se que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil investiu cerca de 89,5 bilhões de reais no setor de ciência e tecnologia, valor que correspondeu a apenas 1,21% do PIB. Um país que movimenta 7,3 trilhões de reais, segundo o site Portal da Indústria, investir somente 1,21% na área científica, torna nitidamente um baixo investimento, causando a falta de alimentação de recursos e verbas, abrindo espaço para um país com grandes potenciais que não conseguem se desenvolverem.
Conclui-se a existência da necessidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação de abrir pedidos ao governo para que haja a maior disposição de verbas para investimento nas áreas de atuação, de forma que grandes potenciais consigam desenvolver a capacidade produtiva de conhecimento, para que os cérebros geniais permaneçam no Brasil, conseguindo atuar am suas áreas, criando um país em que todo conhecimento é bem vindo e preservado.