As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 26/07/2023
A fuga dos cérebros é um processo caracterizado pela saída de profissionais extremamente qualificados, principalmente de países menos desenvolvidos em busca de melhores condições de renda e emprego. As causas dessa fuga dos cérebros acontece essencialmente por causa das condições insatisfatórias em termos de mercado de trabalho e de qualidade de vida. A fuga dos cérebros provoca, a longo prazo, um cenário de estagnação econômica e desvalorização da produção local, e o Brasil é um expulsor de trabalhadores qualificados, sobretudo na área da ciência e tecnologia, pois, nos últimos anos, os investimentos estão em queda.
Sem dúvida, a diáspora acadêmica é um fenônemo que só tem crescido nos dias atuais. Segundo estimativas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, veiculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, O Brasil pode ter perdido cerca de 6,7 mil cientistas nos últimos anos, que foram continuar suas pesquisas no exterior. E a tendência desse número é só crescer, pois os cortes tem sido maiores para a área da ciência e tecnologia, o que diminui as bolsas acadêmicas, os investimentos nas pesquisas e a disponibilidade de vagas de empregos. Com isso, os que trabalham nessa área, desejam sair do Brasil em busca de oportunidades melhores de trabalho.
É evidente que a fuga dos cérebros tem gerado consequências negativas para os países de origem, como o Brasil. Primeiramente, ocorrem impactos no desenvolvimento tecnólogico e econômico do país pela falta de mão de obra especializada em produzir essas tecnologias. Além do mais, há a perda de competitividade no cenário internacional, pois há a diminuição da mão de obra, e consequentemente diminui a produção, prejudicando o país no cenário internacional. Todos esses fatores, afetam a economia brasileira.
Portanto, é necessário que o Governo Federal separe mais investimentos arrecadados dos impostos federais para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de uma organização econômica mais eficiente, a fim de que hajam mais inevstimentos na aréa da ciência e tecnologia, na qual os “cerébros” trabalham. Assim, as consequências da diáspora acadêmica diminuirão.