As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/08/2023

O fenômeno conhecido como “fuga dos cérebros” é a solução que os profissionais encontram para a desvalorização de sua contribuição para a área de sua atuação no Brasil. Desmotivados, os pesquisadores, cientistas e doutores encontram no exterior a apreciação que merecem. Além de faltar estimação, no Brasil também não há investimento em educação, de forma que os profissionais estão melhores fora daqui. Consequentemente, o país está fadado ao atraso científico e ao obscurantismo.

Pode-se observar que a imigração intelectual coincide com a redução do orçamento no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que perdeu metade dos recursos de 2015 para 2016 e vem sofrendo mais cortes de lá para cá. A geóloga Renata Leonhardt, formada na Universidade do Rio de Janeiro, relata que tinha medo de ficar sem bolsa no meio do curso e que mesmo formada não encontra boas oportunidades de emprego.

A desvalorização da ciência ruma a um retrocesso coletivo, pois o trabalho científico é substancial para o avanço tecnológico e o desenvolvimento de áreas como a saúde e a educação. No livro “O Ceifador” é retratada uma sociedade habilidosa o suficiente para criar uma tecnologia tão desenvolvida que foi capaz de resolver problemas como a fome e a miséria no mundo, as pragas e até a morte; contrapondo com o cenário visto no Brasil, a tecnologia é crucial para o avanço e a não-extinguição da raça humana, porém a mesma é menosprezada.

Em suma, para evitar os impactos causados pela persistência da fuga dos cérebros no Brasil é necessário que haja um investimento nas áreas da educação e da ciência por parte do Governo. Dessa forma, os profissionais formados e em formação sejam capazes de encontrar boas oportunidades de emprego nacionalmente, para que continuem no Brasil e enriqueçam o país com seu conhecimento.