As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/08/2023

É inegável que as consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil continua sendo um empecilho atualmente. Em “A Revolução dos bichos”, livro de George Orwell, explica uma história sobre animais de uma granja que se rebelam contra o fazendeiro em busca de melhores oportunidades de vida. A obra pode ser comparada com o cenário atual brasileiro, por vários indivíduos estarem saindo do país com objetivos pessoais de melhor condição de vida, por causa da desvalorização da produção interna e desinteresse governamental.

Durante a Copa do Mundo de futebol feminino uma grande discussão sobre a valorização do futebol feminino dentro de solo nacional, de vinte-e-seis jogadoras apenas oito trabalham em times brasileiros as outras dezoito estão em times internacionais. A disparidade ocorre principalmente pelo descaso com a classe desde o salário a público torcedor, fatores que contribuem não só para saída de times nacionais mas também desmotiva os atletas que podem muitas vezes desistir de seus serviços, assim como no futebol feminino outras classes principalmente na parte da ciência e da tecnologia decidem tomar a mesma decisão, ir para o exterior para poder viver em prol apenas do seu serviço na área.

A área da pesquisa científica é a que mais sofre com o corte de orçamentos no Brasil, segundo os dados da Câmara desde 2015 ocorreu um corte de mais 80 bilhões de reais. A falta de dinheiro faz com que os profissionais não possuam condições de vida nem de serviço, uma vez que não se torna possível um trabalho de qualidade sem uma delas.

Logo o Ministério Público junto do Ministério da Ciência e Tecnologia devem em conjunto estabelecer um orçamento que possa satisfazer a classe e manter esses profissionais no Brasil, e não permetir que o valor seja reduzido sem aviso ou reservas. A população e os trabalhadores devem ser informados sobre a importância dessas atividades e o quanto a ‘fuga’ é prejudicial para a economia e educação, podendo ser por meios televisivos, radialistas ou por panfletos em áreas públlicas. Assim essa constante saída poderá ser reduzida.