As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/08/2023
O fenômeno da fuga de cérebros é descrito como a ocorrência de pessoas qualificadas que costumam sair do país de origem em busca de oportunidades melhores, ocorre em larga escala. A persistência de tal dinâmica por um longo período de tempo vai acarretar na deficiência de profissionais altamente qualificados no Brasil, criando défict de abastecimento no mercado interno com pessoal adequado. Assim, observa-se a persistência da dinâmica de dominação capitalista, que divide os países, e também desencadeia problemas na esfera cultural.
Em primeira análise, a permanência da fuga de cérebros perpetua a cadeia de dominação resultante do capitalismo contemporâneo. As mentes que realizaram êxodo e estão em outras nações, ao se inserirem no mercado de trabalho de seus respectivos destinos são responsáveis por melhorar as políticas das empresas e aumentarem a concentração do lucro nos países mais desenvolvidos. Dessa forma, em decorrência de processos como a Indústria Cultural, caracterizada por transformar produtos culturais em comerciais, acontece a concentração de renda e fusão de culturas de maneira forçada, de forma a retroalimentar o fluxo de capital. Logo, o fenômeno descrito é responsável por atrapalhar a economia brasileira, e também interfere na forma da cultura local, de maneira a demonstrar seu impacto na sociedade brasileira.
Consequentemente, a cultura brasileira demonstra-se modificada, refletindo em problemas para a sociedade em si. A aculturação se denota no fato de uma cultura local ser descaracterizada ou substituida por outra exterior, assim como ocorreu com os provos mesoamericanos colonizados pelos europeus a partir do Século XV, havendo perda dos seus ritos e manifestações típicas culturais. Desta maneira, a fuga de cérebros intensifica, não diretamente, a aculturação dos países que originaram estas pessoas.
Portanto, cabe ao Estado a resolução da problemática, de maneira a refrear o processo enfentrado na atualidade. Cabe ao Ministério da Economia investir em empresas nacionais, que fornecerão oportunidades satisfatórias para a população, por meio de projetos de leis, para que possa diminuir o êxodo de tais mentes.