As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 08/08/2024
O personagem Rick Sanchez, protagonista da série “Rick and Morty”, é o cientista mais inteligente do universo, mas abandona seu país de origem porque não possui oportunidades para aplicar todo o seu conhecimento. Analogamente, esse fenômeno denominado “fuga de cérebros” ocorre no Brasil. Por sua vez, as consequências a longo prazo desse acontecimento são prejudiciais à nação, visto que compromete a resolução de questões tanto de saúde quanto ambientais.
Em primeira análise, é válido destacar o mais recente exemplo do impacto da exportação de profissionais qualificados. Nesse sentido, a pandemia da Covid-19 resultou no investimento de diversos países no setor da tecnologia para descobrir uma vacina, sendo os Estados Unidos um dos pioneiros. Entretanto, a versão brasileira Coronavac demorou para ser inventada, devido à pouca quantidade de cientistas, o que afetou a população em risco que precisava urgentemente desse recurso. Dessa maneira, é nítido que a continuação desse cenário de ida de intelectuais para o exterior corrobora com um sistema de saúde atrasado e lento.
Ademais, ressalta-se a importância dos pesquisadores para a melhoria da situação da natureza do território. Sob essa ótica, o biólogo Charles Darwin, em seu livro “A Origem das Espécies”, comprovou que espécimes podem ser extintas se não possuirem características seletivas em relação ao seu meio, fato que se reflete no bioma amazônico que tem sido devastado pelas queimadas, o que se configura um grande problema, visto que seu solo é pobre em nutrientes para que ocorra um reflorestamento natural. Dito isso, é essencial que os estudiosos permaneçam no Brasil para que soluções sejam criadas e, assim, a floresta não desapareça.
Portanto, as consequências da “fuga de cérebros” são danosas no que se refere aos problemas da Federação. Logo, é dever do Ministério da Saúde, a partir de financiamento, criar vagas em concursos públicos, especificamente para os cargos de pesquisador, com o objetivo de evitar que os cientistas fujam do país. Além disso, é responsabilidade do Poder Legislativo, por meio de alteração normativa, criar uma lei que estabeleça um teto salarial significativo aos cientistas, acima de dez mil reais, com a finalidade de influenciá-los a permanecerem em solo brasileiro.