As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/08/2024
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa as consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil, fica evidente que esse preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa forma, essa realidade se deve à inoperância estatal e à falha do sistema de ensino.
Primeiramente, vale salientar, que o filósofo Jean Jacques Rousseau afirma que o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas ao promover o bem-estar no âmbito populacional. Contudo, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretiza a realidade hodierna haja vista que a queda de investimentos na ciência e na tecnologia no Brasil acarreta esse problema, segundo o professor do instituto de física da USP Paulo artaxo afirma que" a parte mais criativa na vida do cientista é após se formar, na qual está cheio de idéias na cabeça e não tem oportunidades no próprio país “. Logo , percebe-se que o poder governamental ao não efetivar o pensamento de Rousseau promove a continuidade do imbróglio. Ademais, é necessário frisar que a falha do sistema de ensino ao não incentivar pesquisas e bolsas aos formandos é capaz de limitar a própria compreensão de cidadania do indivíduo. Posto isso, é pertinente trazer a frase de Ruben Alves em que o pedagogo postula” há escolas que são asas e há que são gaiolas “. Isso significa que caso o aprendizado não promova o senso critico da realidade na qual está inserida os professores e coordenadores poderiam ensinar a importância do governo investir em pesquisas cientificas nacionais e a adesão de incentivos financeiros aos alunos, elas serão incapazes de assumir a plena defesa pelo coletivo. Logo, infere-se que a falta desse ensinamento nas escolas promove este percalço.
Portanto, é necessário o Governo Federal junto com o Ministério da Educação criar políticas públicas de bolsas e incentivos fiscais para os alunos dentro das universidades, com auxílio de professores e doutores qualificados, a fim de mitigar este percalço no Brasil.