As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 27/05/2019

Em “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, a miséria torna o homem bruto e ele mesmo se vê mais como um bicho do que como um ser humano. Paralelo a isso, nota-se que, semelhantemente à obra, muitos brasileiros são submetidos à condições degradantes e danosas no que se refere ao uso da pirataria. Nesse contexto, faz-se relevante mencionar: os malefícios para o consumidor e para as empresas legalizadas, somado aos impactos da diminuição dos impostos arrecadados.

É de suma importância destacar, primeiramente, as consequências da compra de produtos pirateados pelo cidadão. De acordo com o sociólogo Thomas Marshall, os direitos sociais são caracterizados pela garantia de condições mínimas de existência ao indivíduo. Ao partir desse pressuposto, é possível perceber que muitos cidadãos não são contemplados com tais direitos, haja vista que estão em condição de vulnerabilidade financeira e se vêem impossibilitados de comprar um produto original, os quais buscam os piratas como alternativa, que muitas vezes danificam seus físicos - como o uso de óculos escuro pirata que estraga a visão, por exemplo - e reflete na concorrência e falência de empresas legais. Desse modo, a venda de produtos inadequados pela lei, contribui, posteriormente, para a continuísmo da problemática.

Outro fator agravante e não menos importante são os impactos que a diminuição dos impostos mediante à venda da pirataria podem ocasionar. Em conformidade com estudos de geografia política, os impostos são excepcionalmente importantes para a formação da dignidade humana nos quesitos: saúde, segurança pública e educação. Todavia,  isso não se confirma na prática, uma vez que não é possível cobrar impostos com o comércio do pirateado, além de que as pessoas não se dão conta de que elas mesmas estão sendo prejudicadas com essa ineficiência na cobrança de impostos para a melhoria dos meios de promoção à dignidade. Dessa forma, o aumento da venda de produtos piratas no Brasil acarreta na diminuição dos impostos e na ineficácia atuação do Governo nos quesitos já mencionados do âmbito social.

Fica claro, portanto, que medidas fazem-se necessárias para amenizar o impasse decorrente da pirataria no Brasil. Nessa perspectiva, é imperioso que as empresas midiáticas, elaborarem uma cartilha a ser entregue nas escolas, junto com palestras ministradas por psicólogos, que abordem sobre às consequências do uso da pirataria, com o fito de conscientizar os alunos ao não uso. Ademais, urge às empresas legalizadas produzirem produtos semelhantes e com preços menores para que a camada menos favorecida consiga ter acesso aos produtos originais. Assim, com tais medidas a miséria de “Vidas Secas” não mais poderá ser comparada com a realidade brasileira.