As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 26/05/2019

Em sua canção ‘‘Pela Internet", o cantor brasileiro Gilberto Gil louva a quantidade de informações disponibilizadas pelas plataformas digitais para seus usuários. Não distante da ficção, nos dias atuais, existem mecanismos virtuais que fomentam danos à economia e à sociedade como, por exemplo, a venda de mercadoria falsa. Por isso, torna-se necessário o debate acerca das consequências da pirataria em uma sociedade provida de modernidade.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de limitar a própria cidadania do indivíduo. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Jurgen Habermas, no qual ele conceitua a ação comunicativa: esta consiste na capacidade de uma pessoa em defender seus interesses e o que acha melhor para a comunidade, demandando ampla informatividade prévia. Todavia, as consequências da pirataria incluem o aumento do desemprego e o financiamento de outros crimes. Assim, a cidadania consiste na luta pelo bem-estar social, mas os sujeitos necessitam sustentar um pleno conhecimento da realidade na qual estão inseridos, e de como seu próximo pode desfrutar do bem comum.

Por conseguinte, vale salientar como a pirataria vai de encontro à concepção da atuação do indivíduo na economia pós-moderna. Isso porque, de acordo com o filósofo pós-estruturalista Stuart-Hall, o sujeito inserido na pós-modernidade é dotado de múltiplas identidades. Sendo assim, as preferências das pessoas concomitam com a contínua geração de capital. Por fim, seria negligente não notar que o fornecimento e compra de mercadoria falsa revalida que a falta do consumo de um produto original contribui para a expansão do desemprego. Dessa maneira, surge uma massa de internautas alienados e que disseminam atos ilícitos no mercado virtual.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições escolares são responsáveis pela educação digital e emancipação dos seus alunos, com o intuito de deixá-los cientes dos mecanismos utilizados pelas novas tecnologias de comunicação e informação, tornando-os mais críticos. Isso pode ser feito pela abordagem da temática, desde o ensino fundamental, de maneira lúdica e adaptada à faixa etária, contando com a capacitação prévia dos professores acerca dos novos meios comunicativos. Por meio, também, de palestras profissionais com os agentes de segurança pública que expliquem como os alunos poderão traçar o caminho para uma sociedade emancipada