As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 21/06/2019
Com a vinda dos primeiros colonizadores para o Brasil, no início do século XVI, mercadores também foram atraídos para as Américas em busca de riquezas, praticando, em inúmeros casos, saques as cidades e vilas, os quais foram denominados piratas por conseguinte. Entretanto, na contemporaneidade, o termo pirataria sofreu uma ressignificação, sendo relacionado a produtos falsificados e ao comércio ilegal, que é presente no cenário brasileiro devido, principalmente, à culturalização de parcela expressiva da população diante de tal ação, além de um sistema de fiscalização insuficiente para inibir essa atividade.
Primeiramente, infere-se que em muitos brasileiros ocorre um conformismo com essa prática, decorrente do convívio frequente com à pirataria no cotidiano da sociedade nacional, tendo como exemplo o maior centro varejista do país, que é o bairro do Brás, em São Paulo, onde mercadorias ilegais circulam livremente entre o público em geral, sem ser afetado pela presença de autoridades policiais. Nesse sentido, há uma culturalização por parte dos indivíduos em relação a essa atividade, distanciando-se, desse modo, da responsabilidade social que consiste em denunciar esse mercado paralelo.
Em segundo lugar, a extensão territorial também atua como fator para intensificar à pirataria, posto que, com isso, as rotas para transportar esses produtos são numerosas. Todavia, esse fator, por si só, não aumenta tal atividade, mas sim sua presença associada a um sistema de fiscalização ineficaz, o qual não consegue inibir a ilegalidade nas fronteiras e no comércio. Ademais, um fato social, ou seja, um pensamento que coirge à sociedade, segundo Durkheim, é vivenciado pela nação, haja vista que ocorre a relação entre bem materiais e felicidade. Portanto, muitas pessoas, que tem poder aquisitivo reduzido, acabam por recorrer a produtos piratas, na tentativa de ter bens semelhantes aos que celebridades e famosos possuem.
Assim, diante dessa problemática, urge a necessidade de adotar medidas para amenizar essa situação. Para tal feito é mister que a União, por intermédio da Receita Federal e Polícia Rodoviária, otimize o controle sobre o comércio nacional e as divisas territoriais. Isso poderá ser realizado com o enfoque das ações de fiscalização em trechos da fronteira ou locais de comércio onde o fluxo de produtos piratas é mais intenso, a fim de confiscar a maior parte dessas mercadorias, diminuindo o contato desses com a população, além de consequentemente, fortalecer a economia legal do país. Dessa forma, é esperado promover o que está escrito no emblema nacional, isto é, um Brasil com ordem e progresso.