As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 25/06/2019
Segundo Rousseau, “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Com essa perspectiva, a mudança de postura ética do homem ao promover o comércio de produtos pirateados impõe várias consequências a sociedade como a sonegação de impostos e a inviabilização da geração de novos empregos, incidindo no aumento da criminalização no país.
Primeiramente, o crescimento insidioso da pirataria vem colocando o Brasil no topo dos países que mais comercializam produtos pirateados, ficando em 4º lugar segundo o Portal G1. Ou seja, essa posição configura que o Brasil não é apenas um grande produtor de pirataria mas também um importante consumidor. Isso funciona como a lei da oferta e procura proposta por Adam Smith, onde diz que quanto menor o preço maior a quantidade de consumidores. Entretanto, pagar menos não é sinônimo de qualidade e tampouco beneficia o país, visto que a prática da pirataria promove a sonegação de impostos. E, sonegar impostos gera outros impasses sociais, como a dificuldade de alimentar os cofres públicos que geram a educação, a saúde, a segurança, o transporte e dentre outros serviços essenciais à condição humana. Assim, a lei de Adam Smith pode até funcionar para os criminosos, mas não beneficia o cidadão de bem.
Em segundo lugar, promover a pirataria impede que novos empregos sejam gerados no comércio formal, já que a informalidade do crime ocupa o espaço do mercado financeiro. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), centenas de milhares de vagas de emprego são perdidas todos os anos, o que gera um ciclo vicioso de desemprego e aumento de criminalização na sociedade. Sim, pois se não tem emprego a renda que o cidadão é tendencioso a procurar é o mundo da criminalidade. Para se ter ideia, boa parte do dinheiro gerado por esse comércio em que abastece a criminalidade é oriundo da pirataria, perdendo inclusive para o tráfico de drogas. Com isso, a pirataria vem sendo considerado por muitos especialistas como o crime do século XXI.
Sendo assim, cabe as três esferas governamentais coibir a prática da pirataria na sociedade com a promoção de campanhas de conscientização para toda população por meio de propagandas, elaboração de cartilhas, inclusive em rótulos de produtos. Ainda, cabe ao Ministério Público juntamente com a Segurança Nacional intervir na comercialização de tais produtos, impedindo o desembarque nos portos do país evitando que cheguem nas mãos dos quem comercializam. Em adição, é importante que a população evite a compra de produtos pirateados, evitando não apenas as consequências do uso de bens de baixa qualidade, mas também como forma de enfraquecer o comércio do crime. Assim, a sociedade pode até corromper o homem, mas é o homem quem escolhe ser corrompido.