As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 05/08/2019

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que as consequências da pirataria para a sociedade estão em evidência – o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a formação plena do cidadão.

No Brasil, indubitavelmente, existe ação do governo para proporcionar condições justas a sociedade. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federativa vigente no país, cujo objetivo – dentre outros direitos- é assegurar a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza viver de forma íntegra, além de promover condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.

Contudo, medida como essa não é capaz de atenuar, verdadeiramente, os casos de pirataria no Brasil, pois, devido à falta de informação sobre compras – que além possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer planos futuros-, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de multiplicidade de indústrias e a demanda maior que a oferta, motivados, principalmente, pela facilidade de entrada da informalidade no mercado. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida a maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, a sua cidadania. A verdade é que, as consequências da pirataria no Brasil não serão atenuadas, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo, torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês existencialista Jean-Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Ética, mas também – em parceria com as escolas- desenvolva em comunidades, palestras e campanhas publicitárias, a fim de apresentar a importância da denúncia e os prejuízos da pirataria, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar as consequências da pirataria para a sociedade. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.