As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 31/08/2019

É crime, mas muita gente aceita, não vê problema em levar para casa CD ou DVD pirata, por exemplo. Afinal, produto falsificado custa menos do que o original. Grupos de combate à pirataria sabem dessa realidade e trabalham para mudá-la. Uma tarefa nada fácil. Ontem, agentes de segurança pública e universitários de Brasília participaram de palestras em que as consequências da pirataria foram relembradas: ela financia outros crimes, provoca desemprego, destrói negócios e faz o país perder dinheiro. Quem a produz ou a consome pode parar na cadeia.

Desde 2006, representantes da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) percorrem o país para convencer a população dos malefícios da pirataria. “O problema é cultural. O brasileiro aceita a pirataria, alimenta essa ideia do ‘jeitinho brasileiro’, de querer levar vantagem, pagar menos em tudo”, comentou o coordenador do grupo de trabalho antipirataria da Abes, Antônio Eduardo Mendes, um dos que, na tarde de ontem, falou para mais de 100 policiais militares, civis e federais, no auditório da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF).

A Interpol considera a pirataria o crime do século. Segundo dados da polícia internacional, os produtos piratas movimentam cerca de US$ 522 bilhões por ano em todo o mundo. O tráfico de drogas, US$ 360 bilhões. A Abes divulgou que, em 2008, somente no DF, a pirataria causou um prejuízo de R$ 121 milhões ao setor de softwares. Os games falsificados são vendidos, quase sempre, em camelôs e feiras. Podem ser facilmente identificados pelas embalagens improvisadas, falta de manual de instrução e, principalmente, pelo preço bem abaixo do mercado.

Visto que o comercio ilegal de produtos tem crescido constantemente, cabe ao governo, por meio de fiscalizações mais rígidas, extingui a livre venda em ambientes conhecidos como ‘camelô’. Cabe também à mídia, que por meio de campanhas utilize-se de recursos capazes de conscientizar a população para que deixem de comprar produtos falsificados.