As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 31/08/2019

O barato que sai caro:

“O barato que sai caro”, expressão popular para dizer que se economizou de um lado, mas perdeu por outro. Entretanto, uma parte da população que opta por produtos pirateados, sem dúvida prejudica a si, assim como acarreta problemas na economia brasileira e na saúde pública. No século XX, o Brasil passou por um período de grande avanço tecnológico, o que facilitou o crescimento da pirataria. Nos últimos anos, o número de mercadorias piratas vem crescendo de forma desordenada. E essas práticas, afetam principalmente o lucro que seria arrecadado a partir da venda dos produtos originais e o número de pessoas que perdem seus empregos decorrentes à essas atitudes. Em primeiro plano, é valido ressaltar que apesar da pirataria ser qualificada como crime pelo código penal, o número desse crime cresce anualmente. Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), os setores mais afetados são os de filmes, músicas e series, e apontam que a maioria dos brasileiros admitem já ter consumido produtos piratas. Sabe-se que, a maioria desses produtos são lançados em plataformas que são pagas mensalmente. Buscando meios de não pagar por essas sites, muitas vezes os indivíduos fazem a compra em vendedores camelô. Tais atitudes causam impactos diretos na arrecadação de impostos no Brasil. Em uma segunda análise, pode-se definir que a pirataria é uma das responsáveis pelos números de pessoas desempregadas atualmente. De acordo com FNCP, no ano de 2017 o Brasil perdeu cerca de 130 milhões, e isso reflete diretamente no fechamento de várias indústrias que produzem mercadorias e lojas onde esses produtos são vendidos. Segundo a socióloga Hannah Arendt, determinadas formas de criminalidade de tão repetidas tendem a se tronar comuns. Isso explica que a pessoa ao contribuir com a compra de mercadorias piratas, não ve essa ação como crime, pois isso tornou-se um senso comum entre a sociedade. Portante, são necessárias medidas que atenuam o impasse. Desse modo, o Estado deve investir em ações que amenizem o quadro atual, investindo na articulação de guardas municipais espalhados pelas cidades, policiais civil, militar e federal colocados especialmente em fronteiras, para impedir o transporte de mercadorias piratas. Outro sim, cabe ao Ministério da Saúde ratificar através de propagandas na mídia os efeitos do uso de produtos falsificados, assim alertando o risco que a pirataria pode causar na sociedade.