As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 03/09/2019
Resignação e o contrabando
Desde o início das Grandes Navegações, no século XIV, o impulso pela descoberta de novos produtos fez com que surgissem saqueadores de embarcações,os piratas. No entanto, no Brasil, a prática se iniciou com a chegada dos franceses durante o período pré-colonizatório. Eles, ao se depararem com as cargas de pau- brasil,iniciaram os roubos e contrabandos para seus países. Similarmente, após a década de 1990, com o advento do capitalismo, encontrou prosperidade ,no país, o esquema de contrabando de produtos vindos da China e infiltrados através do Paraguai, o que influenciou a estruturação dos camelódromos nas grandes cidades, que permanecem atualmente. Afim de que haja o controle sobre essa ilegalidade, é necessário o debate entre Estado e sociedade.
Sobre esse viés, consolida-se a ideia de Marx no que cerne ao governo gerir apenas os negócios comuns à burguesia, visto que a concentração de renda nas mãos dos latifundiários e empresários produz baixos salários e diminui o poder de compra do restante da população.Com isso, para terem acesso ao consumo regular, essas pessoas recorrem à pirataria, pelo fato de os produtos serem mais baratos que os originais. Por consequência, os impostos sobre a produção e comercialização desses manufaturados, que são inexistentes, não retornam ao Estado e, assim, o ciclo de descaso no investimento estrutural do país se consolida.
Convém ressaltar, também, o pensamento de François Héritier acerca de o mal começar com indiferença e resignação, baseado na conjuntura de que o Estado, ao não abrir concursos da Polícia Federal, Exército e Marinha, para aumentar a vigilância da fronteira do país, acaba por garantir a infiltração de produtos ilícitos.Além disso,o lucro obtido pela pirataria será, posteriormente, utilizado para financiar o tráfico de armas e drogas.
Diante disso, torna-se evidente o descompasso entre Estado e sociedade na resolução dos seus problemas. Cabe, portanto, ao Ministério do Trabalho a criação de leis que obriguem a consolidação da educação financeira nas empresas, com as finalidades de os funcionários gerirem melhor seus salários, investirem em capitais especulativos, aumentarem seu poder de compra e, assim, terem condições ideais para a compra de produtos lícitos; e ao Ministério Público a abertura de concursos dos órgãos responsáveis pela fiscalização fronteiriça, a fim de que mais pessoas qualificadas estejam presentes no controle da entrada e saída do país. Com isso, o Brasil se tornará um país justo e íntegro.